Nas Ruas Onde Andei
De manhã cedo o cheiro de ferro e aço enche o ar,
apressadas as gentes tentam não chegar atrasadas aos lugares de cena,
pareço estar longe, fora de cena, deste palco... desta vida...
O meu destino encontra-se no limbo, algures entre a bruma da noite e o amanhecer...
Mas a luz da manhã não me deixa ver o meu luar,
o hoje, o ontem ou o amanhã parecem-me iguais...
só o meu Tempo passa...
o meu destino se cumpre...
e eu continuo a procurar-me... sem me ver...
Passageiro do Tempo
apressadas as gentes tentam não chegar atrasadas aos lugares de cena,
pareço estar longe, fora de cena, deste palco... desta vida...
O meu destino encontra-se no limbo, algures entre a bruma da noite e o amanhecer...
Mas a luz da manhã não me deixa ver o meu luar,
o hoje, o ontem ou o amanhã parecem-me iguais...
só o meu Tempo passa...
o meu destino se cumpre...
e eu continuo a procurar-me... sem me ver...
Passageiro do Tempo

9 Comments:
... a procura (ou o reconhecimento?) de quem somos, num tempo as mais das vezes, preenchido de equívocos.
Poema rico na descrição da nostalgia dorida da vida.
Quem nunca se sentiu entre o limiar da penumbra entre a luz e as trevas que atire a primeira pedra!
Parabéns pelo teu espaço no qual aguardo mais postagens.
Um abraço
José Luís.
onde estás não te encontras só
mas no meio de uma multidão.
Olá, encontrei o seu blog e vim espreitar, gostei muito do que escreve.
Teresa
Passei por aqui, li...senti... encantei.
abraço
....actualiza este blogue...escreves muito bem...
... eu continuo a procurar-me... sem me ver... Como eu compreendo!!
infelizmente é uma fase da minha vida em que me sinto perdida no tempo sem me conseguir encontrar e sem ter noção do que será o meu futuro...
uma fase de nostalgias que decerto passará, pois sei que a vida é demasiado curta para haver desperdício, e ela não perdoa...
usa-mos?! não será usamos?
Gostei do que vi!
Post a Comment
<< Home