Códice do Tempo
Wednesday, June 13, 2007
Sunday, May 20, 2007
As Mágicas Tardes

Um dia sobe à montanha mais alta, para ouvires o teu próprio coração... porque é lá que se liberta a nossa alma, lá é o lugar onde a tua melodia interior se deixa ouvir... e no silêncio dessa mágica tarde, olha para baixo... tu pertences a tudo quanto vês... fazes parte dessa imensidão universal.
Sente a magia do entardecer e lembra-te que tudo o que vês é paz e amor... e é esse o segredo do Teu imenso Mundo, do Teu imenso Universo do qual fazes parte!
Monday, December 11, 2006
Nas Ruas Onde Andei
De manhã cedo o cheiro de ferro e aço enche o ar,
apressadas as gentes tentam não chegar atrasadas aos lugares de cena,
pareço estar longe, fora de cena, deste palco... desta vida...
O meu destino encontra-se no limbo, algures entre a bruma da noite e o amanhecer...
Mas a luz da manhã não me deixa ver o meu luar,
o hoje, o ontem ou o amanhã parecem-me iguais...
só o meu Tempo passa...
o meu destino se cumpre...
e eu continuo a procurar-me... sem me ver...
Passageiro do Tempo
apressadas as gentes tentam não chegar atrasadas aos lugares de cena,
pareço estar longe, fora de cena, deste palco... desta vida...
O meu destino encontra-se no limbo, algures entre a bruma da noite e o amanhecer...
Mas a luz da manhã não me deixa ver o meu luar,
o hoje, o ontem ou o amanhã parecem-me iguais...
só o meu Tempo passa...
o meu destino se cumpre...
e eu continuo a procurar-me... sem me ver...
Passageiro do Tempo
Thursday, December 07, 2006
Todos nós estamos sózinhos,
loucamente sós na imensa multidão...
chamando no nevoeiro da nossa existência,
por alguém que nem sabemos o nome,
sentido a presença de quem queremos,
por detrás de um qualquer vidro.
E queremos não estar sós,
tememos a nossa solidão,
a nossa própria solidão de existirmos...
O amanhã virá sorrindo, pensamos...
A porta estará aberta para as ilusões entrarem...
Congelamos o tempo em memórias vãs de papel,
sonhos de um dia de verão num inverno gélido.
E do meu sonho acordo sonhando-te,
fecho os olhos para saber onde estou...
De novo aquela sensação de que não é este o meu lugar...
que não é este o nosso lugar...
O palco espera-me e espera-te...
Todos estamos sós,
Cada um tem o seu Tempo...
O espectáculo tem de continuar...
Tenho de ir...
Passageiro do Tempo
loucamente sós na imensa multidão...
chamando no nevoeiro da nossa existência,
por alguém que nem sabemos o nome,
sentido a presença de quem queremos,
por detrás de um qualquer vidro.
E queremos não estar sós,
tememos a nossa solidão,
a nossa própria solidão de existirmos...
O amanhã virá sorrindo, pensamos...
A porta estará aberta para as ilusões entrarem...
Congelamos o tempo em memórias vãs de papel,
sonhos de um dia de verão num inverno gélido.
E do meu sonho acordo sonhando-te,
fecho os olhos para saber onde estou...
De novo aquela sensação de que não é este o meu lugar...
que não é este o nosso lugar...
O palco espera-me e espera-te...
Todos estamos sós,
Cada um tem o seu Tempo...
O espectáculo tem de continuar...
Tenho de ir...
Passageiro do Tempo
Sunday, December 03, 2006
A Teia Da Vida
É estranho mas hoje quando mais uma vez vi o nascer do sol na Arrábida tive uma sensação estranha de que quem estava a ser observado pelo sol era eu, ao mesmo tempo que eu o observava. Que somos filhos das estrelas não há dúvida, agora se as estrelas têm consciência de que, nós humanos, existimos disso não podemos estar certos, ou será que podemos, ou será que como humanos que somos nos está impedido perceber algo maior que nós mesmos?
Que temos consciência do Universo, certamente que sim. Mas... essa consciência que possuimos foi-nos concedida na evolução com que objectivo? Quase me atreveria a dizer que "fomos programados para ter consciência do Universo".
Não reconhecemos noutras espécies viventes este grau de "consciência existencial". O que não implica que outras espécies não o possuam...
Seria um dos desígnios da evolução humana o ter essa consciência? Se sim muito mais perguntas teremos de fazer...
Recordo-me de um professor se ter cruzado comigo e me ter comentado se eu já tinha reparado que tudo à minha volta tinha vida, aliás ele disse, "Tudo à nossa volta VIVE" acentuando esse VIVE de um modo algo estranho. Mais estranho ainda eu nunca ter tido aulas com esse professor (que nunca soube o nome), no entanto naquele dia dirigiu-se sómente a mim para me dizer aquilo enquanto eu aguardava sózinho a entrada para um exame numa tarde quente de Junho. Era um senhor já de idade e cego.
Confesso que a partir desse momento vi tudo o que me rodeava de uma outra maneira.
Teria ele, devido à sua cegueira, "sentido" algo que nós que vemos nunca o podemos sentir?
Só sei que já se passaram 23 anos desde esse dia e aquele modo tão inesperado de me dizer " Já reparaste que TUDO à nossa volta VIVE?" fazendo um gesto com as mãos para acentuar mais a frase, marcou-me profundamente. Nessa noite esse pequeno (durou não mais que 2 minutos) encontro fixou-se na minha memória e custei a adormecer.
Isto tudo para dizer que eu até aí existia de uma certa forma, de uma forma não consciente do que me rodeava, não estava consciente de que tudo à minha volta VIVE. Mas bastou alguém, nunca vou saber a razão daquele senhor me dizer aquilo e naquele dia, para me acordar e perceber de que faço parte de algo maior... como se eu fosse uma simples célula. No entanto ao sentir-me uma simples "célula" de um organismo maior que nunca vou saber a dimensão, sei, e sinto verdadeiramente de que sou importantíssimo para essa entidade de que faço parte.
Tal como todas as células do meu corpo são importantíssimas para eu ser o que sou como pessoa, entidade vivente e organismo consciente de mim próprio e do que me rodeia sendo todas elas importantíssimas para o meu Eu, o mesmo se passa com a entidade ou organismo de que faço parte no Cosmos.
Há uma história com um chefe índio em que ele contava que todos fazemos parte de uma teia e que quem faz mal à teia faz a si próprio.
Hoje e cada vez mais isto faz sentido para mim. Sou um pequeno fio desta teia cujas dimensões nunca saberei, mas no entanto o meu pequeno fio segura outros pequenos fios, que por sua vez seguram outros tantos pequenos fios... e por aí fora... numa cadeia interminável. Eu tenho de ter consciência de que tenho de respeitar os outros fios meus vizinhos, que dependo deles, tal como eles dependem de mim.
O mais estranho é que cada vez mais sinto que aquela famosa frase bíblica "Devemos andar na Terra como se NADA, mas absolutamente NADA nos pertencesse..." faz todo o sentido.
Caramba! Afinal TODOS somos demasiadamente importantes... e é claro que as estrelas têm consciência de nós... estamos ligados às estrelas, elas fazem parte da TEIA da Vida!
Passageiro do Tempo
Que temos consciência do Universo, certamente que sim. Mas... essa consciência que possuimos foi-nos concedida na evolução com que objectivo? Quase me atreveria a dizer que "fomos programados para ter consciência do Universo".
Não reconhecemos noutras espécies viventes este grau de "consciência existencial". O que não implica que outras espécies não o possuam...
Seria um dos desígnios da evolução humana o ter essa consciência? Se sim muito mais perguntas teremos de fazer...
Recordo-me de um professor se ter cruzado comigo e me ter comentado se eu já tinha reparado que tudo à minha volta tinha vida, aliás ele disse, "Tudo à nossa volta VIVE" acentuando esse VIVE de um modo algo estranho. Mais estranho ainda eu nunca ter tido aulas com esse professor (que nunca soube o nome), no entanto naquele dia dirigiu-se sómente a mim para me dizer aquilo enquanto eu aguardava sózinho a entrada para um exame numa tarde quente de Junho. Era um senhor já de idade e cego.
Confesso que a partir desse momento vi tudo o que me rodeava de uma outra maneira.
Teria ele, devido à sua cegueira, "sentido" algo que nós que vemos nunca o podemos sentir?
Só sei que já se passaram 23 anos desde esse dia e aquele modo tão inesperado de me dizer " Já reparaste que TUDO à nossa volta VIVE?" fazendo um gesto com as mãos para acentuar mais a frase, marcou-me profundamente. Nessa noite esse pequeno (durou não mais que 2 minutos) encontro fixou-se na minha memória e custei a adormecer.
Isto tudo para dizer que eu até aí existia de uma certa forma, de uma forma não consciente do que me rodeava, não estava consciente de que tudo à minha volta VIVE. Mas bastou alguém, nunca vou saber a razão daquele senhor me dizer aquilo e naquele dia, para me acordar e perceber de que faço parte de algo maior... como se eu fosse uma simples célula. No entanto ao sentir-me uma simples "célula" de um organismo maior que nunca vou saber a dimensão, sei, e sinto verdadeiramente de que sou importantíssimo para essa entidade de que faço parte.
Tal como todas as células do meu corpo são importantíssimas para eu ser o que sou como pessoa, entidade vivente e organismo consciente de mim próprio e do que me rodeia sendo todas elas importantíssimas para o meu Eu, o mesmo se passa com a entidade ou organismo de que faço parte no Cosmos.
Há uma história com um chefe índio em que ele contava que todos fazemos parte de uma teia e que quem faz mal à teia faz a si próprio.
Hoje e cada vez mais isto faz sentido para mim. Sou um pequeno fio desta teia cujas dimensões nunca saberei, mas no entanto o meu pequeno fio segura outros pequenos fios, que por sua vez seguram outros tantos pequenos fios... e por aí fora... numa cadeia interminável. Eu tenho de ter consciência de que tenho de respeitar os outros fios meus vizinhos, que dependo deles, tal como eles dependem de mim.
O mais estranho é que cada vez mais sinto que aquela famosa frase bíblica "Devemos andar na Terra como se NADA, mas absolutamente NADA nos pertencesse..." faz todo o sentido.
Caramba! Afinal TODOS somos demasiadamente importantes... e é claro que as estrelas têm consciência de nós... estamos ligados às estrelas, elas fazem parte da TEIA da Vida!
Passageiro do Tempo
Thursday, November 30, 2006
A alma que ama arde... eternamente... silenciosamente...
Diz se me reconheces...
Eu sinto que sempre te conheci, mesmo sem nunca me teres revelado o teu olhar...
Sinto que te recordo...
Por isso quero dizer-te em segredo que...
Eu fujo contigo para o deserto!
Passageiro do Tempo
Diz se me reconheces...
Eu sinto que sempre te conheci, mesmo sem nunca me teres revelado o teu olhar...
Sinto que te recordo...
Por isso quero dizer-te em segredo que...
Eu fujo contigo para o deserto!
Passageiro do Tempo
Sunday, November 26, 2006
É lá onde habito...
Suspenso na eternidade das memórias distantes,
caminho ao longo do Vale que tu e eu um dia visitámos...
Aquele dia permanece na memória dos tempos no infinito do espaço.
Hoje visitei do novo aquele Lugar,
por cima de mim um manto cinza acolhe-me,
à frente, lá longe, abre-se uma clareira,
o meu lugar é aqui,
cheguei de novo,
sinto-me em casa,
é noite,
as estrelas são a minha Luz,
a Lua a minha guia...
...e quando um mago me perguntar onde eu moro, direi...
"É lá onde habito..."
Passageiro do Tempo
caminho ao longo do Vale que tu e eu um dia visitámos...
Aquele dia permanece na memória dos tempos no infinito do espaço.
Hoje visitei do novo aquele Lugar,
por cima de mim um manto cinza acolhe-me,
à frente, lá longe, abre-se uma clareira,
o meu lugar é aqui,
cheguei de novo,
sinto-me em casa,
é noite,
as estrelas são a minha Luz,
a Lua a minha guia...
...e quando um mago me perguntar onde eu moro, direi...
"É lá onde habito..."
Passageiro do Tempo
